segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Nina Negra

Vale a pena ver essa crítica VISCERAL sobre o filme Cisne Negro.
Concordando ou não, se sensibilizando ou não, sugiro assistir até o final. Em alguns momentos as relações estabelecidas pelo crítico parecem forçar muito a barra, mas de qualquer maneira são interessantes.

domingo, 3 de julho de 2011

Biutiful

Biutiful é um filme de Alejandro Gonzáles-Iñárritu que eu já admirava por outros filmes, como Amores Brutos, Babel e 21 Gramas. O filme em questão, conta a história de um homem com câncer de próstata, seus conflitos, suas dores, seus amores. Em meio a isso, o diretor conseguiu abordar ainda, de maneira genialmente 'despropositada',  conflitos e aspectos sociais e psicológicos. No universo que cerca Uxbal (Javier Bardem), há uma esposa bipolar, exploração do trabalho de imigrantes chineses, miséria, o sistema de saúde impessoal em que médico e enfermeiros nem olham para os pacientes, homossexualismo, solidão e outros. Tudo isso bem dosado, em uma história que comove e enche os olhos com uma fotografia sensacional. As cenas ricamente construídas apresentam superposição de texturas, além cores e sombras muito bem trabalhadas. Iñarritu sempre me agrada e Javier Bardem sempre me emociona, inclusive, neste filme sua atuação está impecável. Recomendo!


Sinopse:
Catalunha. Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, ele possui o dom de falar com os mortos e usa esta habilidade para cobrar das pessoas que desejam saber mais sobre seus entes que partiram há pouco tempo. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida. (Fonte: adorocinema.com.br)





Ficha técnica:


título original: Biutiful
lançamento: 2010 (México, Espanha)
direção: Alejandro González-Iñarritu
atores: Javier Bardem, Maricel Álvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella.
duração: 147 min
gênero: drama
música: Gustavo Santaolalla
fotografia: Rodrigo Prieto
direção de arte: Marina Pozanco
figurino: Bina Daigeler e Paco Delgado
edição: Stephen Mirrione


Algumas imagens que traduzem o belo trabalho de fotografia feito no filme:






quarta-feira, 13 de abril de 2011

Anticristo

Obra do diretor Lars von Trier, que chama Anticristo(Antichrist) de "o filme mais importante de toda a minha carreira". Provavelmente é.

O primeiro terror da carreira do realizador de Dogville eManderlay é uma espécie de exorcismo terapêutico de uma depressão na qual se encontrava há dois anos, um teste auto-infligido de sua capacidade de dirigir novamente. Mais do que isso, o filme examina ideias e pesadelos de décadas do diretor - que garante inclusive manter um exemplar de O Anticristo, manifesto anti-cristianismo de Friedrich Nietzsche em sua cabeceira desde os doze anos de idade.

A história é dividida em capítulos, outra marca do cineasta: "Luto", "Dor (Caos Reina)", "Desespero (Ginocídio)" e "Os Três Mendigos", além de um prólogo e um epílogo. As cartelas dos episódio surgem sujas, pintadas sobre ilustrações abstratas em giz, contrastando com a absorvente beleza plástica do filme, fotografado porAntony Dod Mantle (Quem Quer Ser um Milionário). Desde a lindíssima abertura, toda em câmera lenta e preto e branco - retratando uma explícita cena de sexo e orgasmo - ao assombroso final, não há qualquer traço das restrições dogmáticas do passado de von Trier. Ele abraça aqui a necessidade do uso de todos os recursos cinematográficos para contar sua história - e chocar o público no processo.

"Chocar", aliás, é uma palavra perfeita para determinar uma das intenções de von Trier com seu filme. Ele consegue realizar o que parecia irrealizável, um torture-porn psicológico de arte. Seria injusto extripar a produção de seus trunfos gore detalhando determinadas passagens aqui, mas fica o aviso que a violência física e psicológica e o sexo são explícitos e fundem-se sempre que podem. É como se O Albergue tivesse um filho com A Professora de Piano...

Chocantes também - ao menos para os padrões do cinema comercial - são as imagens que o filme apresenta (e como as apresenta). Em um determinado momento uma raposa eviscerada toma a tela para falar "caos reina". A cena é risível, mas as risadas que se ouvem do espectador são de puro desconforto. Como esse, há vários outros momentos que permanecem sangrados à faca na memória.

No palco estão Charlotte Gainsbourg (A Noiva Perfeita,21 Gramas) e Willem Dafoe (Homem-Aranha 2,Manderlay), que vivem com entrega corajosa e tocante/revoltante um casal enlutado que se muda para uma cabana isolada depois da morte de seu filho. A pequena edificação, cravada na mata alta, se chama Eden - mas as forças em ação ali estão tão distantes do significado literal da palavra quanto aquele local da civilização.

Homem e mulher - ambos sem nome - mergulham em lamentação ali. Ele tenta salvá-la usando o que sabe, a psicologia. Ela se entrega à dor. As discussões são tão duras e verdadeiras que dá pra sentir-se um tanto sádico acompanhando-as. O sentimento de pesar e cinismo - uma constante na carreira de von Trier - aqui se faz presente como nunca. Segundo Anticristo, não há alento para a humanidade quando tudo o que acreditamos sobre nós mesmos é essencialmente errado.

Mesmo que muitos critiquem o filme, chamando-o de nonsense, recomendo altamente pra quem ama a 7ª arte, e possui neurônios suficientes para analisar e entender esse filme, mesmo que se precise assisti-lo e reassisti-lo...

Obs: não consegui anexar o trailer do filme, pois ele contém "material obsceno", mas pra quem se interessar, procurem no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=mCtSQvO0L-s

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os preferidos dos irmãos Cohen

Gosto de vários filmes do irmãos Cohen. Entre os meus preferidos estão O Matador de Velhinhas (Lady Killer) e Queime depois de Ler (Burn after Reading). São de puro humor negro! Encontrei através do Twitter um infográfico que mostra os atores escolhidos pelos irmãos e os papéis que fizeram em cada filme. Assim como todo diretor, os Cohen também têm seus preferidos.
(clique na imagem pra vê-la em tamanho maior)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

Uaaau! Fiquei atônita com o filme, é muito visceral. Também não poderia ser diferente, a dança é assim. Combinando a isso a paixão que Natalie Portmann dedica a qualquer dos personagens que interpreta, tem-se uma produção perfeita! Cisne Negro mexeu muito comigo, já que dancei ballet por dez anos. Mas, minha reação ao filme não está condicionada a isso e aposto que até mesmo quem nunca chegou perto de uma sala de dança 'sentirá' o filme. A trama é envolvente, o figurino é fantástico e a trilha sonora fica por conta de Tchaikovsky que eu adoro! Engana-se quem acha que é um filme de ballet. Este é apenas o pano de fundo para uma história de suspense. Além da ótima atuação de Portmann que interpreta (e algumas vezes até dança), no elenco ainda está o ator Vincent Cassel, fascinante sempre. Suuuper indico Cisne Negro para todos que curtem um ótimo filme.

"Sim, eu vi! O aguardadíssimo novo filme de Darren Aronofsky, diretor de “Pi”, do soco no estomago “Requiem para um Sonho”, “Fonte da Vida” e do maravilhoso “O Lutador”, com Natalie Portman no papel da bailarina classica Nina Sayers é, em teoria, um thriller psicologico disposto a confundir o espectador que acompanha Nina em sua derrocada rumo à mais completa loucura. Badalado, incensado, tido por alguns como “genial” e “obra prima”, e validado pela grife “Aronofsky” de filmes pouco convencionais, o filme chega forte na nova temporada de premiação, com Natalie Portman como favorita a um Oscar de melhor atriz. Primeira coisa que precisa ser dita: o filme tem sabores diferentes para quem gosta e conhece ballet e para quem não o aprecia." Leia mais sobre essa crítica bem interessante.


Sinopse: 
Nina é bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica, bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha. O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade.
Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, com uma inconsequência que ameaça destruí-la.



Ficha técnica:
gênero: suspense
duração:1 hr 43 min
ano de lançamento: 2010
direção: Darren Aronofsky
produção: Scott Franklin, Mike Medavoy, Arnold Messer e Brian Oliver
música: Clint Mansell
fotografia: Matthew Libatique
direção de arte: David Stein
figurino: Amy Westcott

Prêmios:

OSCARIndicações: Melhor Filme; Melhor Diretor - Darren Aronofsky; Melhor Atriz - Natalie Portman; Melhor Fotografia; Melhor Edição

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Atriz - Drama - Natalie Portman
Indicações: Melhor Filme - Drama; Melhor Diretor - Darren Aronofsky; Melhor Atriz Coadjuvante - Mila Kunis

Entre outras indicações.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Se beber, não case

Ok, esse filme nem é tão novo, mas o assisti novamente ontem. Depois de muito recomendá-lo ao meu marido, ele resolveu assistir. O nonsense reina nesse filme, e o absurdo faz dele uma obra-prima da comédia americana. Não tenho nada a reclamar desse filme, ao contrário, acho essa uma das melhores comédias lançadas nos últimos 5 anos. Divertida e inteligente.

Sinopse: Doug Billings (Justin Bartha) está prestes a se casar. Stu Price (Ed Helms), um dentista que planeja pedir a namorada em casamento, Phil Wenneck (Bradley Cooper), um professor colegial entediado com o matrimônio, e Alan Garner (Zach Galifianakis), seu futuro cunhado, são seus melhores amigos. O trio organiza uma festa de despedida de solteiro para Doug, levando-o para Las Vegas. Lá eles alugam uma suíte e têm uma noite de grande badalação. Na manhã seguinte os três acordam sem ter a menor idéia do que aconteceu na noite anterior. Eles sabem apenas que Stu perdeu um dente, há um tigre no banheiro, um bebê no closet e Doug simplesmente desapareceu. Para descobrir o que ocorreu, eles tentam juntar as memórias e reconstituir os eventos do dia anterior.



Ficha técnica:
título original: (The Hangover)
lançamento: 2009 (Alemanha, EUA)
direção:Todd Phillips
atores:Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha.
duração: 100 min
gênero: Comédia

Premiações:
GLOBO DE OURO - Ganhou Melhor Filme - Comédia/Musical
BAFTA - Indicação Melhor Roteiro Original

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Opium: diários de uma mulher enlouquecida

Assisti a esse filme ontem à noite. No início fiquei entediada porque o filme é bem paradinho. Mas a medida que o tempo passava a história foi me envolvendo e a cada cena, mais interessada eu ficava pelo desfecho da trama. Os personagens centrais são um psiquiatra e uma das pacientes da clínica psiquiátrica. Sendo o cenário a própria clínica, há cenas um pouco perturbadoras, pois o diretor da instituição adota métodos medievais de tratamento dos pacientes, mas não é nada traumático.
A fotografia é muito bonita, a composição de cores de cada cena foi muito bem cuidada. Achei que o melhor do filme é a atriz Kirsti Stubo que dá um show de interpretação. Difícil acreditar que ela não é realmente aquela mulher enlouquecida. Se é ação que você procura, não assista. Mas se quer um bom filme, com tensão, sensualidade e uma dosesinha de mistério, vale a pena ver Opium.

Sinopse:
No início do século XX, na Hungria, Josef Brenner, escritor e médico, trabalha em uma clínica psiquiátrica. Durante meses vem sofrendo um bloqueio mental na hora de escrever, é incapaz de escrever uma única linha e por causa disso viciou-se em morfina. Certo dia chega uma nova paciente, Gizella, de 28 anos, que ao contrário sempre está escrevendo, é fiel à sua agenda e não deixa de escrever, mas é dominada pela obsessão de que um poder cruel e estranho a possuiu.



Ficha técnica:
Título original: Opium
Duração: 109 minutos (1 hora e 49 minutos)
Gênero: Suspense
Direção: János Szász
Ano: 2007
País de origem: Hungria / Alemanha / Eua
Elenco: Ulrich Thomsen (Dr. Brenner); Kirsti Stubø (Gizella); Zsolt László (Professor Winter)